Hardware

Fonte de alimentação: como escolher e identificar uma com defeito

A fonte é a peça que mais passa batida — e a que mais queima computador quando é fraca ou ruim. Veja como escolher a certa e reconhecer os sinais de uma fonte com problema.

6 min de leitura

De todas as peças do computador, a fonte de alimentação é a que mais gente ignora na hora de montar ou fazer upgrade — e a que mais me traz dor de cabeça no atendimento. É ela que distribui energia para tudo lá dentro; quando é fraca ou de má qualidade, não é só ela que corre risco, mas a placa-mãe, a placa de vídeo e o resto junto.

Por que a fonte importa tanto

A fonte pega a energia da tomada e transforma na tensão certa para cada peça do computador. Se ela não entrega potência suficiente, ou entrega de forma instável, o PC começa a dar sinais: desliga sozinho sob uso mais pesado, reinicia do nada, ou simplesmente não liga. E, no pior cenário, uma fonte ruim queima ao morrer e leva outras peças junto — o conserto que sai caro é justamente esse.

Por isso economizar demais na fonte costuma ser o contrário de economia: é a peça que protege todas as outras.

Sinais de uma fonte com problema

Alguns comportamentos são a cara de fonte no limite ou com defeito:

O computador desliga ou reinicia sozinho justamente quando você exige mais dele (um jogo, edição de vídeo, vários programas abertos);
O PC não liga de primeira, precisa de várias tentativas no botão;
Cheiro de queimado ou um estalo vindo da parte de trás do gabinete, onde fica a fonte;
Barulho anormal ou a ventoinha da fonte parada com o computador ligado;
Travamentos e desligamentos que começaram logo depois de instalar uma peça nova mais exigente, como uma placa de vídeo.
Atenção

Cheiro de queimado, estalo ou fumaça pedem para desligar o computador da tomada na hora e não ligar de novo até revisar. Fonte com defeito pode danificar outras peças a cada vez que é ligada — e mexer por dentro sem cuidado, com ela ainda na tomada, é risco de choque.

Como escolher a fonte certa

Não existe um número mágico de watts que serve para todo mundo: a fonte certa é a que dá conta das suas peças com uma folga de segurança. O que realmente pesa na escolha:

Potência compatível com as peças — a placa de vídeo costuma ser a que mais consome. Some o consumo do conjunto e deixe uma folga em vez de ficar no limite.
Marca e qualidade, não só o número — fontes genéricas muito baratas quase nunca entregam a potência que anunciam na etiqueta. Aqui o barato costuma sair caro.
Certificação 80 Plus — é um selo de eficiência: a fonte desperdiça menos energia em calor e tende a ser de construção mais confiável.
Folga para o futuro — se você pretende colocar uma placa de vídeo melhor depois, já escolha uma fonte que aguente esse próximo passo.
Vale saber

Para não ficar no chute na hora de calcular a potência, montei uma calculadora de fonte aqui no site: você informa o processador, a placa de vídeo e os discos e ela estima a potência recomendada, já com margem de segurança.

Se o seu computador anda desligando sozinho, não liga direito, ou você vai colocar uma peça nova e está em dúvida se a fonte aguenta, eu avalio o conjunto e indico a fonte certa para o seu caso em manutenção e upgrade de hardware, sem empurrar potência que você não vai usar.

Perguntas frequentes

Mais watts sempre é melhor?

Não. Uma fonte muito mais potente do que o PC precisa não deixa o computador mais rápido e ainda custa mais à toa. O ideal é uma fonte de boa qualidade que dê conta das suas peças com uma folga razoável, não a de maior número de watts da prateleira.

A fonte genérica que veio com o gabinete serve?

Para um PC simples, de uso básico, às vezes dá para o começo. Mas as fontes que vêm junto de gabinetes baratos costumam ser o ponto fraco da máquina: entregam menos do que prometem e são as primeiras a falhar. Se o PC tem peças mais exigentes, vale trocar por uma fonte de marca.

Dá para trocar só a fonte, sem mexer no resto do computador?

Dá, e é um procedimento comum — a fonte é uma peça à parte, que se troca sem precisar trocar o resto. O cuidado é escolher uma com potência e encaixes compatíveis com a sua máquina e com o seu gabinete. Em notebook a história é outra: ali não há fonte interna desse tipo, e a parte de energia é o carregador e a bateria.

Escrito pela MG Informática

Assistência técnica com mais de 20 anos de experiência, atendendo a domicílio em Belo Horizonte, Contagem, Betim e Nova Lima. Publicado em .

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